Meu coração & outros buracos negros – Jasmine Warga

Meu coração & outros buracos negros – Jasmine Warga

“Aperto o lápis na folha de caderno , deixando pequenas manchas de grafite em todo o papel. Será que a teoria de Einstein é de verdade? Desde que conheci Roman e fizemos nosso plano de pular de Crestville Pointe, o tempo voou. Quero acreditar que a mudança não tenha nada a ver com o Roman. Que talvez o tempo apenas se mova mais rápido no fim. Acho que faria sentido. Sei que tudo está perto de terminar, então meu desejo de apressar as coisas é um pouco menor.” (Páginas. 198 e 199)

Olá amores,  sinto muito por estar sumida, mas cá estou eu! Vim indicar um livro que li recentemente e amei: Meu coração e outros buracos negros. Não pretendo falar muito sobre a história em si, já que ela é bem curtinha. De modo geral, o livro fala sobre dois adolescentes (Aysel e Roman) que se conhecem em um site de suicídio e decidem morrer juntos. Calma, não é nenhum livro incentivador desse tipo de coisa, muito pelo contrário. Eu o adorei  particularmente por falar desse assunto (depressão/suicídio) de maneira leve e gostosa, e além disso, mostrar o quanto o amor pode transformar a nossa vida (se deixarmos).

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Colocarei algumas das frases do livro que mais gostei ou me chamaram atenção logo abaixo.

“Qualquer um que já esteve triste de verdade pode dizer que não há nada de bonito, literário ou misterioso na depressão. Depressão é como um peso de que não se pode escapar.” (Página. 22)


“Às vezes, eu fico esfomeada. É quase como se eu quisesse comer o máximo que posso para preencher o espaço vazio dentro de mim. Outros dias, mal consigo me obrigar a mordiscar um pedaço de torrada.” (Página. 32)

“É difícil ver onde estamos indo, pois está escuro, e eu me pergunto se, em um golpe irônico do destino, poderíamos voar penhasco abaixo sem nem perceber. Como a última piada do universo: você não pode planejar a sua morte, mesmo quando tenta.” (Página.104)

“Meu coração dispara quando percebo que estou gostando da luz. Para mim já deu de escuridão.” (Página. 304)

Título: Meu Coração & Outros Buracos Negros 
Autora: Jasmine Warga
Editora: Rocco
Páginas: 312

O que aprendi ao ler “Ainda Resta uma Esperança”

O que aprendi ao ler “Ainda Resta uma Esperança”

Olá, Floridos! Hoje eu trouxe uma indicação de livro m a r a v i l h o s a. Um dos melhores livros que já li na minha pequena vida, se não o melhor!

Porém, eu tenho pavor de resenha (desculpa, acho entediante). Então, deixarei as informações do livro abaixo e escreverei sobre o que esse magnífico livro me ensinou.

Título: Ainda Resta uma Esperança

Autor: Johannes Mario Simmel

Editora: Abril Cultural

Nº de páginas: 255

“Este livro conta a história de um mundo em profunda crise econômica: a Alemanha do pós-guerra, derrotada e destruída. Seus personagens são pessoas de vida sem horizontes: um desempregado que só vê solução no alcoolismo e no suicídio; um milionário que perdeu tudo; uma mulher que se prostitui. Mas ao mesmo tempo esta é uma história de esperança, cheia de observações irônicas sobre a fraqueza das pessoas que não percebem que a solução para os males do mundo e para seus próprios males está em cada uma delas: são os sentimentos de solidariedade e os valores morais.”

Detalhes do livro:

COISAS QUE “AINDA RESTA UMA ESPERANÇA” ME ENSINOU:

Bom, para início, a sinopse já é linda. Eu, quando o vi, não li a sinopse toda, apenas a primeira frase e já me interessei. Mas isso porque eu, particularmente, sou apaixonada por histórias sobre a Segunda Guerra Mundial, e principalmente pelos acontecimentos pós-guerra. Assim que comecei a ler, já me encantei pelo primeiro personagem. Um bêbado, sem lar, pensando em como nada nunca mais daria certo para ele, o que restava era a morte. E no meio de seus devaneios, o personagem chamado Jakob Steiner, entrou em reflexões profundas e extremamente tristes, a principio.

“[…] Como todos, muitas vezes eles se perguntavam qual o sentido deste estranho carnaval que se chamava vida. Existia realmente uma força do bem capaz de dominar todo este caos? Não havia ninguém que encontrasse uma resposta consoladora para estas perguntas.”

Logo após, ele encontra uma senhora, D. Magdalena. Uma senhora gentil, dita “pedreiro de profissão”, que acolheu Steiner e tentou convencê-lo a não suicidar-se. Sem sucesso.

O próximo personagem é o que mais admiro. Era ele o mais maluquinho de todos, confesso, mas o que mais possuía bondade em seu coração. Era um milionário, com vários amigos, entretanto, assim que acabou sua fortuna, acabaram suas amizades.

Ele encontrou Steiner quando este iria suicidar-se e o convidou para roubar ovos. Era época de páscoa e Mamoulian queria presentear a filha de uma amiga.

Expliquei em cada situação que os personagens aparecem pois é de extrema importância para a lição que cada um ensina e o sentimento que passam. Steiner era um pessimista; D. Magdalena, realista; Mamoulian, otimista. As três energias que rondam o mundo, três pessoas com personalidades, opiniões e ideias totalmente diferentes, mas que acabam morando juntas e tornam-se as melhores pessoas que já conheceram.

Steiner, desesperançoso, cuidava todos os dias de uma rosa que parecia nunca florescer, mas ele não desistia. Quando conheceu Josephine, sua esperança pareceu ressurgir, querendo mais que tudo viver esse amor.

Magdalena tinha um filho na guerra e ansiava pelo dia de seu retorno, que parecia nunca chegar. Mas ela não desistia, por mais que falassem que ele já estava morto, ela continuava o esperando.

Mamoulian, tinha esperança em tudo. Nas pessoas, no seu amigo que há cinco anos o deixou traduzindo um livro dizendo que traria muita grana, nos seus amigos, no destino, na vida. Era uma pessoa muito bondosa e não desistia de nada, principalmente se isso ajudasse alguém.

Esse livro me ensinou a não desistir. Todos nós temos esperança em algo, e perdê-la não é a solução. Não deixe que falem que és sonhador se não conhecem a sua fé, sua esperança.

Outra coisa, é que esses personagens passaram por muitos acontecimentos, tiveram grandes ideias, e as pessoas os chamavam de loucos, sonhadores, iludidos. Mas eles tinham uns aos outros, e quanto mais pessoas eles ajudavam, mais pessoas eles tinham ao redor para apoiá-los e ajudá-los a fazer seus sonhos tornarem realidade.

A bondade, a gentileza que esse livro passa, o sentimento de aconchego que ele traz é maravilhoso e indescritível. É uma sensação de precisar mudar o mundo e fazer outras pessoas sorrirem também. E quanto mais amistoso você se mostrar, mais amigos terá e pessoas se importarão com você. É muito bonito o sentido de amizade que o livro mostra.

Deixarei alguns trechos abaixo:

“Milagres ainda acontecem para aqueles que acreditam neles.”

“Dizem que são os sonhadores que movem o nosso mundo.”

“A bomba em si é inteiramente inofensiva, ela é apenas um objeto! O que é e sempre foi horrível é o homem! Se ele deixar a bomba em paz, esta sozinha nada fará.  Ficará quietinha e com o tempo há de aceitar missões pacíficas. Não precisamos vigiar a bomba. Precisamos vigiar os homens!”

“Nem sempre é mérito próprio que as pessoas têm muito dinheiro, e não é vergonha alguma ser pobre. Também não é sinal de mau caráter ser rico, nem tampouco, por não possuir dinheiro, pode-se concluir que uma pessoa seja boa.”

“[…] Muitas pessoas estão constantemente tentando nos privas da nossa própria vida; temos que defendê-la a toda hora, pois ela está sempre ameaçada. As pessoas que nos amam e aquelas a quem amamos não deveriam constituir uma ameaça; elas deveriam participar da nossa vida, para que um torne-se parte da vida do outro.”

“Todos nós precisamos um do outros; um não existe sem o outro.”

Essa é minha indicação de hoje, girassóis. Espero que gostem e se interessem pelo livro. É uma leitura única que muda todas as suas formas de pensar sobre a vida. Um beijo!

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Indicação de livro: Então, conheci minha irmã

Indicação de livro: Então, conheci minha irmã

Olá! Diferente dos textos e poemas que eu já  havia postado anteriormente, hoje eu trago uma indicação de um livro que se chama Então, conheci minha irmã da autora Christine Hurley Deriso. Eu conheci esse livro através de uma amiga que me sugeriu, porque ela havia lido e dito que achou a minha cara e que provavelmente eu iria adorar. Então, ela me emprestou o livro, eu o li e adivinhem? Dito e feito! Gostei tanto que quis compartilhar com vocês.

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Título: Então, conheci minha irmã.

Título original: Then I Met My Sister.

Autora: Christine Hurley Deriso.

Editora: Gutenberg.

Nº de páginas: 240.

 Sinopse: Summer Stetson não conheceu sua irmã. Sua mãe engravidou dela assim que Shannon morreu, aos 17 anos, em um terrível acidente de carro, que se chocou com uma árvore. Ao longo de sua vida, Summer acostumou-se a assistir seus pais repetirem o quanto a irmã era perfeita, amada e boa filha, e por isso sempre acreditou que fosse uma decepção para eles. Ao fazer 17 anos, recebe da tia de presente o diário que Shannon escrevia até o dia de sua morte. Ao ler aquelas páginas para saber mais sobre a irmã, acaba descobrindo alguns segredos, e a cada revelação, sobre a família e sobre si mesma, entende que a verdade pode ser, por vezes, dolorosa, mas nunca deixará de ser libertadora.

ALGUNS DOS PERSONAGENS

Summer Stetson –  A garota  com grande potencial, embora não pretendesse revelá-lo, pois não poderia competir com sua perfeita irmã Shannon. Mesmo após a morte de sua irmã, todas as fotos de premiações (danças, treinos de líder de torcida, debates, turmas avançadas, etc.) estavam no corredor da fama (corredor cuja parede está repleta de retratos) esfregando-lhe na cara o quanto Shannon era tão perfeita, algo que ela jamais sonharia em  ser mesmo que sua mãe a pedisse muito. Logo após começar a ler o diário de sua irmã, percebe que Shannon não era tão perfeita quanto parecia e que em seu último verão começou a andar com más influências, saia de casa escondida para encontrar o namorado que a família desaprova e até fumava maconha em seu quarto. Summer percebe que sua irmã tinha tantos problemas quanto ela tinha, o principal deles era a falta de comunicação com seus pais, o que resultou em problemas que viraram uma bola de neve gigantesca. A questão é: a morte de Shannon foi mesmo um acidente ou ela havia se suicidado? É o que Summer tenta descobrir ao mergulhar nas páginas de um antigo diário.

Shannon Stetson – Uma garota que antes era totalmente perfeita e que seguia a risca tudo o que lhe pedissem para fazer. A busca pela perfeição era constante e a esgotou, Shannon percebe que não tem uma personalidade própria já que é sempre tão certinha e faz tudo que sua mãe quer apenas para orgulhar seus familiares. No último verão de sua vida, shannon se rebela e tenta viver a vida de um modo totalmente oposto ao que sua mãe gostaria e regista os últimos acontecimentos em seu diário, que termina tão brevemente quanto sua vida. Acredito que a historia da personagem Shannon foi meio que baseada na poetisa Sylvia Plath, até porque Summer menciona ao ler o diário de sua irmã que o mesmo se parece mais com as obras de Plath do que com um diário comum. A poetisa escreveu um um romance semi-autobiográfico, baseando-se na sua vida pessoal antes de se suicidar.

“Pelas poucas passagens que li do diário, Shannon está cada vez mais parecida com uma personagem da Sylvia Plath do que com uma líder de torcida sorridente.”

(Citação pode ser encontrada na pág 54 )

* Link contando a história da vida de Sylvia Plath, poetisa que se suicidou.

Susanne: Mãe de Summer e Shannon. É uma mulher perfeccionista e controladora. Se Shannon tirasse segundo lugar em alguma coisa, sempre lhe dizia para treinar mais da próxima vez para conseguir o primeiro, não reconhecendo os esforços da menina. Após a morte de Shannon, ela deixa de ser tão exigente, mas continua controladora e tem uma grande dificuldade de se abrir e de aceitar críticas. Com Summer não é tão diferente, as duas tem muita dificuldade de se comunicar, até porque ambas são muito parecidas em alguns aspectos.

Randall: Pai de Shannon e Summer. É calmo e paciente, quieto e reservado. Dedica-se muito a sua família, principalmente depois que teve um caso extraconjugal, coisa que ele abomina, pois teve uma infância conturbada  pelo mesmo motivo. Mas durante toda a história ele é muito amável e até comunicativo quando requisitado.

Nicole: Tia Nic é super diferente de sua irmã Susanne, é alegre e descontraída, doce e comunicativa. É ela quem encontra o diário de Shannon e o esconde para só então entregar a Summer quando esta chegou a idade que sua irmã tinha quando morreu. Acaba sendo confidente de Summer e a ajuda a resolver parte do mistério revelando alguns dos segredos da família.

Chris e Jamie: São personagens mencionados no diário de Shannon. Chris era o namorado galinha por qual Shannon havia se iludido e Jamie a “amiga” interesseira que só queria se aproveitar do salário que Shannon ganhava como salva-vidas.

Eve: Era a melhor amiga de Shannon quando ela ainda buscava a perfeição. Ambas se afastam quando Shannon começa a andar com outras pessoas e inicia sua fase de rebeldia.

Kibbits: Era o professor da turma avançada de inglês, mas Shannon encontrava nele um amigo para o qual desabafava algumas vezes. O professor é procurado por Summer que está remexendo o passado em buscas de respostas a suas perguntas.

Gibson: Mais conhecido pelo apelido Gibs. Um aluno sempre nota máxima, e vive recebendo várias premiações como Maior média geral em história e Maior média geral em inglês da turma avançada. Ele é apresentado no livro como melhor amigo de Summer, mas ele não gostava dela apenas como um amigo (nada previsível, não é?). Gibs com sua sabedoria e jeito maduro de lidar com as coisas, sempre dá bons concelhos para Summer e a ajuda a desvendar os mistérios que rondam a família Stetson.

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NOTA PESSOAL

Assim que peguei o livro, logo de cara achei a capa um amorzinho, porém não tinha dado muito crédito à história, pois parecia mais um romancezinho teen clichê do que qualquer outro gênero, mas resolvi dar uma chance ao livro e me surpreendi. Os assuntos tratados nesse livro tão curtinho (apenas 240 páginas) são diversos!

Podemos começar com aquela comparação entre irmãs, tanto em personalidade quanto na semelhança física  (Summer e Shannon) e que convenhamos, é super comum na nossa realidade.

O livro também fala muito sobre a busca pela perfeição, tanto no lar (mãe de Summer que exige muito de si mesma e de sua família) quanto na vida escolar (Shannon se sobressai com notas excelentes para agradar a família, os professores e amigos), fala também sobre a constante luta para agradar as pessoas e ser quem a sociedade quer que tu sejas e o medo de ser quem tu realmente és.

Mesmo que não mencionado tantas vezes, um dos assuntos que o livro traz a tona é a questão da religião (católica e metodismo), de acreditar que certas coisas são predestinas a acontecer. Fica explícito também a perca da fé da mãe de Summer diante do trauma sofrido pela filha única que ela tanto amava. E ela chega até questionar a existência de um Deus e essa questão fica em aberto durante o resto do livro.

Mesmo com todos esses temas, acredito que o principal objetivo do livro era falar sobre a estrutura familiar e sobre o quanto a falta de comunicação entre os membros de uma família pode ser prejudicial, principalmente quando se tem grandes segredos esperando para serem revelados.

Sobre a parte do romance? Tem romance adolescente clichê, sim! Mas quase nada (ufa!). É super previsível que Summer se apaixonaria por seu amigo que obviamente já estava apaixonado por ela desde o começo. Devo assumir que eles fazem um casal muito fofo!

Achei o livro muito bom em quase todos os aspectos. O único ponto negativo é que o final não é exatamente um final. A autora meio que deixa o final sugestivo, acaba passando uma ideia de continuação. Conclui que a autora estava tentando apenas mostrar que assim como na realidade, ou seja, fora dos livros, a família e a vida seguem independente dos problemas e infortúnios.

❥ Paula Mendonça